Redemoinho

redemoinho

Eu arranho cordas,
Eu leio poemas,
Eu risco versos,
Eu decifro códigos.
Eu canso,
E não adormeço.
Vejo pessoas, algumas me vêem,
Outras não.
Olho o tempo, e o tempo me olha de volta.
De repente são 18:00 horas,
Olho o tempo, e ele não volta.
São cores, ofertas, promessas.
São códigos de conduta,
E eu não me encaixo.
Eu, que vivo à beira de tudo,
Eu, que me arrisco a viver fora do sistema,
Eu, que busco a alegria dos sentidos,
Que não vejo poesia em carros novos,
Que não entendo a linguagem do sucesso,
Eu, desumana, em meio ao caos da cidade
E dos meus pensamentos desordenados.
EU, que busco salvação nas telas,
Da tv, da internet, de Salvador Dali…
Eu, que não entendo muito,
Sei apenas que olho o tempo,
E ele me olha de volta.

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5 pensamentos sobre “Redemoinho

  1. Ah… que maneira mais linda de se fazer a estreia do blog, querida!
    Nem preciso dizer o quanto me sinto feliz em ver, finalmente, este espaço sendo concretizado, né?
    Torci muito para que o momento de agora chegasse e você, finalmente, pudesse ter o seu próprio espaço, para expressar os sentimentos mais profundos que vêm da alma…
    Acima de tudo, é um deleite que encanta a nós, seus leitores, a partir da doçura da sua escrita…
    Parabéns por mais este passo firme em sua vida, menininha… Seu caminho é brilhante e está só começando!!
    Amo esse redemoinho mágico, repleto de sabedoria e beleza, que tenho a oportunidade de (re)conhecer, todos os dias…
    Um beijo carinhoso de quem é fã desde sempre! Obrigada pelo presente nesta madrugada de sábado… ^^

  2. May Almeida disse:

    Bonito poema ,até me identifiquei ! Quem não ,hoje em dia não é ?

  3. Um milhão de palavrões depois, eu me acalmo e consigo escrever como uma moça educada.
    Que raio de texto ABSURDAMENTE PERFEITO!! Como eu queria ter escrito cada letra dessa, que coisa LINDA ler e reler e ler de novo alguém assim…
    Menininha, menininha… a gente se perde, se encontra, se reencontra e se descreve. Você se descreve e escreve um mundo. Um ABUSO!
    É daquelas leituras que a gente fica sem saber se respira depois do tapa na cara ou se agarra o escritor com força e diz: – Porra, OBRIGADA por arrancar de dentro de mim esse troço, esse sentimento tão nosso, esse coletivo que parece miseravelmente singular, mesmo quando imposto.
    Eu te amo palavra, eu estou abobada, embasbacada, delirante…
    Olha, menina advogata, você tem aprendido muito, apreendido o mundo e está jogando na nossa cara. E o que mais detesto em você: Faz isso rindo, sempre como quem conta piada, fala do universo estranho que é viver. Que a vida te mantenha assim, pq o riso é a salvação de muita gente e esse dom é pra quem tem. Você esbanja!

    Gata, a quanto tempo não levo um tapa assim. Você faz isso respirando e sorrindo…mas eu te amo chorando. Preciso dizer que amo cada lágrima doída, cada dúvida, cada pergunta, cada detalhe que vc não mostra. Eu amo ESSA MENINA aqui exposta. Porque a palavra é assim, nos transborda ou nos brocha e você, minha pisciana preferida, é puro transbordar.
    Obrigada por (nos) (d)escrever.

  4. Cecilia disse:

    Incrivelmente Eu! Amei. So isso! Bjs

  5. Vida, suas idas e voltas, olhares e percepções, de si mesmo, nas letras do outro.

    Parabéns e sucesso!

    Uma linda vida!

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